As TIC e a informação ajudam ao desenvolvimento sustentável: estes são alguns dos fitos globais que favoreceram

As TIC e a informação ajudam ao desenvolvimento sustentável: estes são alguns dos fitos globais que favoreceram

Nova 2

Lembras ou imaginas um mundo sem Internet ou telemóvel? Graças à tecnologias hoje em dia podemos comunicar-nos com familiares e amigos através do móvel, correio electrónico e redes sociais. Podemos dar-nos conta do que passa no resto do mundo, e também é possível estudar e ajudar a quem o necessite.

Num mundo globalizado, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) permitem encontrar novas soluções aos problemas do desenvolvimento e cumprir assim com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados pela ONU. Ademais, ajudam a promover a competitividade, o crescimento económico, o acesso ao conhecimento, a inclusão social e a erradicação da pobreza. Noutras palavras, as tecnologias da informação permitem-nos conhecer e transformar. Por isso, desde o 24 de outubro de 1972 celebra-se o Dia Mundial de Informação sobre o Desenvolvimento para reconhecer a vital importância que a difusão de informação tem na solução de problemas.

O acesso a internet chega, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), a 51,2% da povoação mundial e a telefonia móvel medra de forma vertiginosa. Estes fenômenos supõem avanços para o progrido mundial, mas existem outros fitos no âmbito das TIC que nos últimos anos contribuíram ao desenvolvimento social e ao acesso a informação e tecnologia. Estes são alguns dos mais importantes.

Inclusão financeira digital para erradicar a pobreza. Mais de 2.000 milhões de pessoas no mundo não têm contas bancárias, e está demonstrado que o acesso a serviços financeiros digitais contribui a sair da pobreza. Em novembro de 2017, a UIT em colaboração com várias entidades associadas pôs em marcha um programa mundial destinado a acelerar a inclusão financeira digital nos países em desenvolvimento.

As soluções baseadas nas TIC podem ajudar para aumentar o rendimento da agricultura e, por sua vez, reduzir o consumo de energia, fazendo com que as práticas agrícolas sejam mais eficientes. Por exemplo, a tecnologia do Internet das Coisas (IoT nas suas siglasem inglês) pode fazer um seguimento das condições ambientais e do chão, o que reduz os possí veis danos aos cultivos e melhora a produtividade agrícola mediante o uso de grandes quantidades de dados ( big data). Também permite que as pessoas do agro acedam a informação e conhecimentos capazes de optimizar a produtividade e o rendimento dos seus cultivos. Soluções TIC como estas permitiram que a povoação nos países em desenvolvimento que não estava bem nutrida passara de 15% em 2000 a 10,6% em 2015.

A interacção directa com a pessoa doente, a informática sanitária e a telemedicina podem melhorar-se mediante uma maior conectividade. O uso das tecnologias digitais para reforçar a prestação de serviços de saúde pública está detrás de projectos como Be He@lthy, Be Mobile, uma colaboração entre a UIT e a Organização Mundial da Saúde (OMS) que ajuda aos governos para prestar serviços de saúde no caso de doenças não transmisibles e os seus factores de risco mediante a subministração de informação a milhões de pessoas utentes através do telemóvel nos seus países. A OCDE também destaca que as inovações na atenção sanitária achegam ao pessoal médico novos recursos para melhorar a saúde das pessoas doentes. Graças a sistemas IoT, telefonia fixa e móvel e, mais recentemente, a tecnologia 5G, a vigilância da pessoa doente pode realizar-se em tempo real, proporcionando dados sobre a sua saúde, o que reduz custos, poupa tempo e facilita a melhora dos diagnósticos.

A educação é outro dos grandes âmbitos onde as TIC contribuem positivamente. Os serviços de comunicação móvel já estão a gerar oportunidades para grupos desfavorecidos da povoação, que têm baixas receitas ou sob status socioeconómico, especialmente em mercados emergentes. Em particular, o acesso a plataformas educativas em linha reduz uma das barreiras mais grandes para o alcanço de uma educação de qualidade universal: a falta de acesso a materiais educativos. Neste sentido, Internet e uma melhor conectividade são chaves. A nível global, a ONU pôs em marcha a campanha "Aptidões digitais para o emprego digno", que busca dotar a cinco milhões de pessoas jovens de competências digitais para o emprego antes de 2030, em consonancia com os ODS, sendo esta a primeira iniciativa global em todo o sistema das Nações Unidas destinada a fomentar o emprego juvenil em todo mundo.

Em geral, as TIC podem alcançar resultados a uma escala, velocidade, qualidade, precisão e custo que eram inconcibibles há tão só uma década com o objectivo de acelerar o cumprimento de cada um dos 17 ODS. São médios para fornecer bens e serviços de qualidade nos âmbitos tais como a atenção sanitária, a educação, as finanças, o comércio, a gobernanza e a agricultura. Podem contribuir a reduzir a pobreza e a fome, melhorar a saúde, criar novos postos de trabalho, mitigar a mudança climática, melhorar a eficiência energética e fazer com que as cidades e as comunidades sejam sustentáveis.